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11 de abril de 2008

Inteligência nos escritórios

Por Marco Antonio

O tema inteligência, que pode ser de negócios (business intelligence), de mercado (market intelligence) ou competitiva (competitive intelligence), pelo jeito ainda é muito embrionário nos escritórios brasileiros (ou então o pessoal está escondendo o jogo). De qualquer modo, vários fabricantes nacionais de sistemas jurídicos já oferencem alguma funcionalidade de "BI" (business intelligence) em seus sistemas, o que permite, de maneira muito resumida, cruzar informações cadastrais, financeiras e processuais, principalmente, em prol do conhecimento do negócio e para apoio à tomada de decisão.

Li hoje o artigo "The race for intelligence" ("A corrida pela inteligência"), publicado recentemente e que está disponível em PDF no site da Redwood Analytics. A autora do artigo fala sobre o quanto os escritórios ingleses estão atrasados e perdendo terreno frente aos escritórios norte-americanos no que tange à inteligência de negócios. Sendo o "BI" uma tecnologia, estranhei essa informação, pois em novembro do ano passado assisti a uma palestra do consultor inglês Neil Cameron que falou que os ingleses estavam bem à frente dos americanos em termos de tecnologia da informação. Talvez seja em um sentido mais amplo, pois ele nada falou sobre "BI".

Segundo um estudo citado no artigo, 74% dos escritórios ingleses não fazem uso de qualquer tipo de tecnologia de "BI", um percentual alto que me faz perguntar qual seria o nível por aqui. O estudo que desenvolvi sobre marketing jurídico na América Latina dá alguma idéia, ainda muito que por alto, pois perguntou-se aos 86 respondentes quais ferramentas de marketing eram mais usadas e quais eram as mais eficazes. O item pesquisa de mercado/inteligência competitiva obteve respectivamente 17% e 28%. Ainda que o estudo não seja estatisticamente representativo, são percentuais baixos, que mostram que temas de inteligência ainda são embrionários por aqui.

O artigo traz alguns trechos muito relevantes sobre o tema, dos quais selecionei alguns:

"The appropriate business-intelligence solution fills the gap between transactional data and management information. Instead of focusing on individual transactions, a firm can focus on trends and issues that are systematic to the organisation. By being able to identify areas of best practice (or opportunity), understanding the drivers behind this behaviour, and effectively modelling potential changes, a firm can have a holistic understanding of the issues and potential solutions – all leading to better decision making."

"From my point of view, though, a firm without a BI initiative is similar to a person with tunnel vision – it has no sense of direction."

Para quem se interessa pelo tema, fica uma boa dica de leitura.

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