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18 de abril de 2008

Mais sobre as Lojas Jurídicas de Portugal

Por Marco Antonio

Lj O post que escrevi já faz algum tempo sobre a Loja Jurídica, cadeia de escritórios-loja em Portugal, volta e meia recebe algum comentário aqui no marketingLEGAL. Cheguei inclusive a mencionar o tema em dois slides da minha palestra via internet sobre Código de Ética e Provimento 94/2000. Agora retorno com uma reportagem recente que saiu por lá, detalhando um pouco mais do projeto, planos futuros e resultados da Loja Jurídica. Encontrei a matéria Duas mil pessoas recorreram aos serviços da Loja Jurídica no site Público. Para quem se interessou pelo tema, recomendo sua leitura.

Seguem alguns trechos selecionados, todos bem interessantes:

As Lojas estão abertas ao público sete dias por semana, das 10h00 às 23h00, sendo o valor da primeira consulta de 35 euros. Desde o dia 11 de Abril do ano passado, duas mil pessoas recorreram aos serviços das três Lojas Jurídicas, sendo que 80 por cento daqueles clientes nunca tinha consultado um advogado.

O projecto Loja Jurídica (LJ) nasceu de uma vontade da advogada Sofia de Almeida Ribeiro de aproximar os cidadãos da Justiça e prestar um verdadeiro serviço público a particulares e empresas, através da resolução de questões jurídicas e notariais.

Os promotores do projecto escolheram os centros comerciais para instalação das lojas por causa da facilidade de acesso e os longos períodos de abertura que permitem uma maior flexibilidade aos clientes.

A abertura da primeira Loja Jurídica no Saldanha Residence suscitou polémica entre a classe, com o Conselho da Ordem dos Advogados a considerar que este modelo contribuía para a "vulgarização do exercício da advocacia, tratando a prestação dos serviços jurídicos como se da prestação de quaisquer bens ou serviços se tratasse".

Para Sofia de Almeida Ribeiro, as Lojas Jurídicas são escritórios de advogados e como tal não necessitam de um parecer prévio da Ordem para abertura. "Isto é um escritório de advogados para todos os efeitos", explicou, referindo que as lojas respeitam as normas deontológicas, "sendo prestado aos clientes um serviço de qualidade".

No que diz respeito aos projectos de expansão, Sofia de Almeida Ribeiro diz estar convicta de que vai conseguir abrir 16 lojas até 2010 (...)

E aí, quando irá aparecer o primeiro escritório de advocacia brasileiro em centro comercial?

Comentários

Marco, muito interessante, estava mesmo curiosa para saber mais a respeito do assunto. É a justiça sendo acessível para cada vez mais pessoas. O fato de 80% dessas pessoas nunca terem consultado um advogado antes mostra como a população é carente de informações jurídicas e o quão inacessíveis os advogados "tradicionais" são.
E a Loja Jurídica pelo visto proporciona justamente o espírito do J+, de aproximar os cidadãos da justiça.
Um abraço!

Suzana, sabia que você iria gostar desse post. Realmente as LJ estão com tudo. São uma excelente iniciativa.

Aqui em Porto Alegre já temos um conceito parecido, apesar de ainda estar distante de uma loja de shopping center, em termos de padrões de qualidade.
São lojas jurídicas voltadas para demandas previdenciárias, mais especificamente benefícios por incapacidade.
Recentemente foi implantada a agência de benefícios por incapacidade do INSS, que concentra todas as questões atinentes a tais benefícios, inclusive as perícias realizadas.
Tais lojas jurídicas estão localizadas em frente a agência de benefícios por incapacidade, captando, na grande maioria, os segurados com benefício negado.
A procura pelos serviços jurídicos oferecidos é muito grande, segundo informou advogada proprietária de uma destas lojas jurídicas.

Cândido, grato pelo retorno. Creio que esse realmente é um caminho que pode abrir muitas portas para a população em geral ter um melhor acesso à Justiça. E se as lojas, mesmo em centros comerciais, seguirem os parâmetros do código de ética e demais regulamentos, não vejo problema algum. Bom saber desse exemplo em Porto Alegre.

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