Falhas inaceitáveis em sites de escritórios
No último sábado, dia 7 de junho, participei novamente como professor do curso de extensão Gestão Estratégica de Departamentos Jurídicos e de Escritórios de Advocacia, em Porto Alegre, falando sobre um tema que considero essencial, embora seja incompreendido/ignorado pela grande maioria dos advogados: estratégias de presença na internet.
A aula é uma versão bem mais completa da versão que apresento via internet (próxima data em 3 de julho), e dessa vez trouxe muitas novidades, inclusive uma lista atualizada de falhas de todos os tipos encontradas em sites de escritórios de advocacia:
- Site/e-mail sem domínio próprio;
- Ausência de nomes dos advogados;
- Ausência de e-mail de contato;
- Nomes de advogados em letras maiúsculas;
- E-mail separado do perfil profissional;
- Perfis profissionais apenas em Word ou PDF;
- Falta de clareza sobre o tipo de cliente atendido;
- Ausência de indicação de localidade;
- Anúncios de concorrentes;
- Lista nominal de clientes;
- Páginas sem título;
- Uso de "stock photo";
- Campos de formulário visualmente mínimos;
- Avisos do tipo “em breve novo site”;
- Avisos do tipo "espaço em construção";
- Site com design jurássico (década de 90);
- Site “fantasma”;
- Falhas técnicas de qualquer tipo (links quebrados, imagens quebradas, caixa postal cheia, e-mail inexistente, erro de banco de dados etc).
É claro que existem mais falhas do que as listadas acima, mas essas já mostram o quanto ainda é preciso evoluir no assunto. Para quem se preocupa, é só imprimir esse post e visitar o seu site (ou o da concorrência) para verificar quantos "bullets" serão marcados.
Em suma, talvez uma dúvida relevante que permanece é a seguinte: advogados têm o hábito de visitar os sites de seus escritórios? Está aí certamente um bom começo...









Tanto não visitam os próprios sites, que estou de saida NOW pra resolver um problema desses "não vi, pq não entro no site". ;)
Abs
Escrito por Suzana | 09/06/2008 16:40:17
Sensacional essa frase! Ela simplesmente resume uma realidade, infelizmente, muito comum. E fazem tudo ao contrário. Ao invés de se preocuparem em agradar os visitantes e visitar o site criado regularmente para ver como está, criam o site para agradar a si e não o visitam. Melhor ainda, não "entram". Esse é o verbo que usam normalmente. Já tinha me esquecido.
Escrito por Marco Antonio P. Gonçalves | 10/06/2008 08:03:22
em breve o meu site deve estar no ar e certamente checarei cada um dos itens listados, de modo que eles fiquem bem distantes do meu site.
é importante frisar que a listagem nominal de clientes, além de ser uma falha no site, cometida até mesmo por alguns escritório de médio/grande porte, vai de encontro aos ditames do Código de Ética e demais regulamentações de nossa profissão.
aproveitando a oportunidade, gostaria de relatar uma outra falha vista por mim.
certa vez, quando estava visitando sites de advocacia para tentar obter algumas idéias (de forma alguma copiar), por coincidência visitei o site de um dos TOP5 do Brasil e, logo após, visitei o site do escritório de um escritório de médio porte de Florianópolis.
Qual não foi a minha supresa quando percebi que os textos de apresentação dos escritórios continham trechos idênticos, que imagino tenham sido copiados pelo escritório do meu EStado.
Não obstante a cópia dos textos, a falha que eu visualizo é a contratação de empresas de webdesign para a confecção de todo o site, inclusive conteúdo, surgindo a possibilidade de acontecerem cópias descaradas como a que eu relatei.
Ou seja, entendo ser de extrema importância que pelo menos um advogado fique encarregado pela redação do conteúdo do site (apresentação, missão, valores, áreas de atuação etc.), com ou sem o auxílio de um profissional de jornalismo/publicidade ou outra área afim.
desculpe-se se exagerei no meu comentário.
Abraço!
Escrito por Marcelo Ivo | 11/06/2008 01:01:17
Marcelo, sobre o aparente plágio, não importa muito quem copiou quem, pois, de maneira geral, a maioria dos escritórios se apresentam (em sites, brochuras etc) com textos muito semelhantes (ou iguais). E textos sempre centrados no escritório e em seus advogados, nunca nos visitantes, potenciais clientes dentre outros.
Sobre um advogado ficar encarregado pela redação do conteúdo, somente se ele entender como conteúdo para sites deve ser redigido. Mas que um advogado deveria ficar responsável pela supervisão do site, isso sim!
Escrito por Marco Antonio P. Gonçalves | 12/06/2008 08:49:44