Apagão no mercado jurídico
Esbarrei numa edição da semana passada do Migalhas no artigo Apagão no mercado jurídico, escrito por Guilherme Brandão, da Michael Page (recrutamento). O artigo aborda a atual dificuldade enfrentada por escritórios, empresas e instituições financeiras para encontrar profissionais qualificados em algumas áreas específicas do direito. No caso do artigo, a área em questão é a imobiliária e, segundo o autor, está muito difícil encontrar profissionais qualificados dentro das atuais exigências de mercado. Ou existem profissionais muito experientes, e consequentemente exigente$, ou profissionais em início de carreira. Como preencher esse vácuo? Guilherme sugere o seguinte:
A solução imediata para os escritórios e empresas é investir na formação de novos profissionais e segurar em seus times os profissionais de ponta, alta gerência.
Por outro lado, destaco o seguinte trecho:
Dessa forma, a grande atratividade para atrair o "melhor" profissional está atrelada diretamente ao pacote financeiro e exposição do profissional no mercado jurídico, o que inegavelmente inflaciona o mercado.
Inflacionar o mercado é ruim? Se estão precisando, que paguem o necessário para alguém deixar o seu emprego atual! Fugindo um pouco do assunto, mas mantendo o raciocínio, participei de um evento na semana passada onde foi colocado que a relação entre escritórios e departamentos jurídicos seria uma bomba relógio, prestes a explodir. Uma colocação extremamente pertinente, pois os departamentos jurídicos estão cada vez mais exigentes, mas não querem pagar o valor adequado. E não estou falando apenas de Brasil.
Resumindo, todo mundo quer o máximo pelo mínimo! E isso não é só no mercado jurídico...









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