Prezado leitor, peço sinceras desculpas, mas não tive a menor condição de parar e escrever sobre a Fenalaw, realizada na semana passada. Tenho algumas anotações interessantes, as quais pretendo escrever por aqui em breve, mas, até lá, gostaria de destacar uma matéria realizada pelo Consultor Jurídico, sobre o painel com os palestrantes internacionais realizado na última terça. A matéria Advogado aponta falhas em escritórios de advocacia resume bem o que foi o painel com o consultor internacional Friedrich Blase (KermaPartners) e a administradora Patricia Groff.
A matéria é centrada principalmente nas idéias apresentadas por Friedrich que, durante o painel, falou como administrador-consultor e não como advogado (sua formação original). Considero engraçado essa necessidade de ter que passar para os advogados que foi outro advogado que apontou problemas e não um administrador. Do ponto de vista de aceitação talvez seja o melhor a ser feito, mas fato é que os problemas estão aí e o mercado brasileiro conta com vários profissionais, de diferentes formações, falando quase que em uníssono sobre o que deve ser feito. Bom, que for esperto sairá na frente...
Recomendo a leitura da curta matéria, cujos melhores trechos seguem abaixo:
(...) os palestrantes recomendaram que os advogados deixem a gerência dos negócios para administradores especializados e se concentrem nas atividades mais importantes de um escritório de advocacia: a atenção aos clientes, o treinamento de pessoal e a geração de know-how.
“A chegada dos escritórios anglo-saxônicos na Alemanha foi como um tsunami que arrasou o mercado de advocacia. Quando a água baixou, sobraram apenas quatro ou cinco dos grandes escritórios que antes dominavam o país”, afirmou Blase.
As decisões que orientam um escritório devem ser feitas com base em cálculos técnicos e não seguindo anedotas e sentimentalismo. “Há escritórios que perdem tempo com clientes pequenos quando deveriam estar atrás dos grandes porque já tiveram casos em que um desses pequenos cresceu e tornou-se um freguês importante. Mas para cada caso como esse, houve 900 clientes que não cresceram, o que torna o argumento errado do ponto de vista matemático”, exemplificou Friederich Blase.
Apesar da grave crise financeira pela qual passa o mundo, o advogado e administrador alemão Friederich Blase arriscou dizer com segurança que a ascensão econômica do Brasil é inevitável. (...) ele afirmou que até o ano de 2025 o Produto Interno Bruto brasileiro será maior que o da Alemanha. E que esse novo lugar entre as maiores economias do mundo irá certamente afetar o mercado de escritórios de advocacia.
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